Respeite minha individualidade, meus desejos e minhas verdades, meus defeitos e qualidades, minha coragem e minha fragilidade. Respeite o que sou, para onde vou, respeite o que eu falei e não aquilo que você acha que escutou. Respeite o caminho que percorri para chegar até aqui, o meu jeito de entrar e depois sumir, o tempo que levei pra me levantar depois de cair. Respeite o meu ponto de vista, a minha ilusão realista, se me escondo sem dar pista, a minha falta de paciência budista.
Me respeite pelas decisões que tomei, quando digo que não quero, que me cansei, pelos sonhos que tive e não realizei. Me respeite pelas amizades que construí, por engolir as lágrimas e sorrir, por me fechar depois de muito me abrir, me respeite porque tentei, não necessariamente porque consegui. Me respeite pela minha força e minha fraqueza, minhas inseguranças e minhas certezas, minha amargura e minha falta de delicadeza. Me respeite por não me respeitar, por não ficar satisfeito, por não me acomodar, por querer ir além, por não conseguir parar.
Respeite aquilo que acredito, o sentimento que digito, o meu amor e o meu conflito. Respeite a força que me movimenta, a expectativa que só aumenta, a falta de cor, a nuvem cinzenta. Respeite por tentar fazer o certo, para ir para longe quando você me queria por perto, por querer ser mar, quando eu insistia em ser deserto. Respeite a minha descrença e minha indiferença, a falta de equilíbrio, a ofensa, o meu julgamento e a minha sentença. Respeite, porque sem respeito não compensa.