Cheguei na sua casa depois de uma caminhada. Tirei aquele cinto que amarro no abdomên para controle dos batimentos cardíacos e na sequência saco da cintura o medidor de passos.
– Madrinha, o que é isso?
– Um medidor de passos. Serve pra me dizer a distância que eu já andei.
– ‘ManêêÊro’!
Resolvi voltar caminhando e você e seu irmão quiseram dessa vez me acompanhar. Antes de sairmos da sua casa você me pede:
– Posso colocar esse ‘me-di-dor-de-pa-ssos’ (pausadamente) na minha cintura?
– Pra quê?
– Ué… Pra eu saber quantos passos eu vou dar, né? Dãr!
(tum-tum-pushhh .. Aguenta essa madrinha!)
Eu topei com a mesma paciência que tive durante os 2 kilometros que caminhamos juntos. Em todo murinho que encontramos você subiram, toda poça de água foi devidamente desviada, as decorações de natal em cada casa observadas e comentadas. Êêê vida de interior gostosa essa, heim!
Por 2 vezes você curioso me interrompe:
– E agora, madrinha? Quantos passos eu já dei?
Eu achei ótimo. Vocês nessa idade geralmente nos interrompem pra perguntar se falta muito tempo pra chegar. Mais importante que a chegada - já diziam nossos avós - é o caminho. Te ver preocupado com os passos e menos ansioso com o tempo de chegada valeu por uma sessão de coaching ou terapia.
Na nossa caminhada de hoje eu cuidei de ti, mas tu nem sabes que também cuidou muito de mim.
Obrigada afilhado.
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